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fotos: divulgação

Show

General R3
and The Black Family (MS)

19/nov, sexta, 20h

Concha Acústica Helena Meirelles/

Parque das Nações Indígenas

 

 L 

 

Com a voz grave, marcante e inesquecível de General, a proposta do show #negãotábem é totalmente autoral, incluindo várias vertentes do rap, soul, passando pela MPB, até chegar ao berço do samba, um dos ritmos mais cheios de brasilidade, e com o toque mais do que especial das rimas do cantor, tocam o coração e a mente ao falar sobre coisas mais leves do cotidiano em contraponto com a densidade da pesada luta do povo negro contra o preconceito.


Além de tudo isso, os vocais são marcados, ainda, pela voz doce, porém também poderosa e versátil de Vivi Calazans, que abrilhanta e encanta nos refrões que resultam da multiplicidade sonora, qualidade das letras que levam, invariavelmente, a reflexões, e o som é marcado pelo talento dos instrumentistas que se dedicam ao que fazem com a alma.


O show #negãotábem fala não somente sobre a luta, mas principalmente sobre a vitória do negro, e sempre afirma: "O negão tá..." com letra sucinta e ritmo empolgante que leva a refletir, inclusive, sobre os navios negreiros e toda a construção sociocultural que vemos hoje.


"Por muitas vezes, tem muito negro com talento - na periferia ou não -, que não teve a oportunidade de passar no edital do Som da Concha, de conseguir ter a arte remunerada - e vai além de ter a arte remunerada - de conseguir propagar os dizeres deles, e a gente passar com esse  conteúdo #negãotábem, enfatizando que o negro tá bem, que hoje em dia cada um assume sua postura, a gente tá deslanchando, e o sucesso nem sempre é dinheiro. Eu falo no sucesso de viver, o sucesso individual, o sucesso de poder andar com o cabelo 'armado' sem ninguém ficar reparando, isso sim é o #negãotábem", pontua o General.


General R3 and The Black Family

Para quem ainda não conhece o General R3 and The Black Family, o grupo surgiu com o trabalho de Rodrigo Castejon, o General R3. Natural da cidade de Patrocínio Paulista (SP), Rodrigo cresceu e trabalhou na área rural da cidade até os 14 anos, quando mudou-se para Franca (SP), para morar com sua avó e tentar trabalhar em outras áreas, pois queria algo mais, algo além da rotina do campo.


Nessa mesma época, teve o primeiro contato com a arte, quando conheceu o movimento Hip Hop e começou a atuar como dançarino de Breaking. Conforme o tempo passou, Castejon viveu adversidades que o levaram para a situação de rua. Mas, apesar das dificuldades, fez da cultura Hip Hop seu alicerce e mola propulsora para a
mudança de vida.


No fim dos anos 90 criou suas primeiras rimas e fez delas sua arma de transformação. Convicto do que queria, foi produzindo seu material, criando projetos diversos, até começar a realizar sonhos a partir do anseio de materializar a cultura que tanto o elevou, por meio de suas poesias e rimas.


Já são 22 anos de carreira, onde o General  enumera participações em eventos relevantes no cenário musical do hip hop, entre elas, clipes e festivais como “Encontro de todas as tribos SP”, “FLIB” (Festival Literário em bonito), “Festival Hora Rap” em Dourados, três edições do “Festival Expressão de Rua” e muito mais.

Entre os trabalhos produzidos estão dois álbuns: Arte. 32 (2015); Biopoesia (2019) e parcerias com Jerry Espíndola, Guarany Evanio, Marina Peralta, Rodrigo Teixeira, Juci Ibanez , Romário Amorim, Luis Ávila, entre outros.


The Black Family, no entanto, chegou com a produção musical e artística de Ricardo Agra (músico, compositor e produtor musical), produção vocal e backing vocal de Eduardo Oliveira e Vivi Calazans. O nome do projeto musical se dá pela influência de soul e black music, num mix com toda a diversidade da sonoridade da música brasileira nos
vocais.