Plagium?

Cia Dançurbana (MS)

dia 26/out (sexta), 20h

Grande sala do MARCO

CLASSIFICAÇÃO LIVRE

O espetáculo Plagium? emerge de uma denúncia e de uma reação. Entramos em contato com informações diversas a todo o momento e, antes que se perceba, elas passam a fazer parte de nossas coleções individuais (KATZ & GREINER, 2005).

Quase tudo é compartilhado, reproduzido e, esse jeito de agir passa a ser um hábito de conhecer, comunicar e, portanto, de criar.

Segundo o dicionário Houaiss, a definição jurídica do termo “plágio” significa “algo apresentado por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual, etc. produzido por outrem”. Com o espetáculo Plagium? a Cia. percebeu que a pesquisa como procedimento de criação em dança diferencia o que, de início, pode parecer comum: questões parecidas ou idênticas podem ser tratadas de maneiras diferentes, depende de como são percebidas e articuladas.

 

Plagium? compõe algo singular por meio de apropriações de espetáculos que já existem, além de conter reações a toda essa reviravolta que a denúncia anônima ocasionou. Há cenas apropriadas da Ginga Cia. de Dança (MS), Bruno Beltrão (RJ), Membros (RJ), Quasar (GO), Cena 11 (SC) e até da Companhia Rosas (Bélgica). É essa a discussão que Plagium? Levanta: a do que é singular (e aqui já não cabe mais perguntar-se sobre originalidade) quando o que se quer é e videnciar o que há de comum com outras obras?