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Mostra de Videodanças

curadores

Luísa Machala e Ralfer Campagna

14 de novembro /19h /SESC Teatro Prosa

15 e 16 de novembro / 15h Sala Rubens Corrêa Centro Cultural José Octávio Guizzo

A 5ª Mostra de Videodança Cerrado Abierto (Campo Grande/MS) emerge inspirada pela resiliência do Cerrado – um bioma que, do pouco, faz muito e renasce em solo duro. Em um território de encruzilhadas, a Mostra coreografa imagens para mover desejos, cartografar identidades e redesenhar futuros.

Nesta edição, buscamos videodanças que explorem a intersecção entre a dança e o audiovisual, e que ativamente friccionem os temas de gênero e sexualidade, atravessando corpos, danças, territórios e estéticas. A curadoria de Luísa Machala e Ralfer Campagna celebra as obras que, apesar da escassez e secura, fazem a diversidade brotar.

Para articular a leitura das obras e a organização das sessões, a curadoria estabeleceu quatro linhas curatoriais que funcionam como recortes de aproximação e de hackeamento do sistema:

  1. Mulheridades em Movimento: Foco em videodanças dirigidas e protagonizadas por mulheres (cis, trans e travestis), ampliando repertórios e narrativas no audiovisual e na dança.

  2. Recontar-se em Voz Alta: Obras com viés documental e em primeira pessoa, que buscam deslocar o binarismo de gênero, tensionar a língua e ativar arquivos pessoais e memórias.

  3. O Cuir é o Centro: Recorte de valorização exclusivo para a produção de realizadores LGBTQIAPN+ do Centro-Oeste brasileiro (MS, MT, GO e DF), dando protagonismo a artistas da região.

  4. Terras e Fronteiras Dissidentes: Linha dedicada a videodanças com direção e/ou protagonismo exclusivamente de pessoas negras, indígenas e/ou PCD pertencentes à comunidade LGBTQIAPN+, afirmando memória, luta e futuridades.

A Mostra convida a todos a se integrarem a esta programação que celebra a potência da videodança como ferramenta de resistência e expressão.

​​

mulheridades em movimento

  • Mal de Tierra — Camila Caballero Guzmán; Sara Idárraga Hamid — Colômbia
     

  • Seliberation #3 — Estela Lapponi — Brasil
     

  • Afrofuturismo: Quando se olha debaixo, o céu e o mar são os mesmos — Alini Massê; Giovana Lima — Brasil
     

  • Longa Repentino — Drica Ayub; Natália Corrêa — Brasil
     

  • Manifesta — Samy Raposa — Brasil
     

recontar-se em voz alta

  • Xica Vive na Fumaça — Vini Faustino — Brasil
     

  • Salut a los cuerpos deseantes — Kali Apu; Eros Lewski; Nelle Riso Dominguez — Brasil
     

  • Emanar — José Arispe Rodriguez — Bolívia
     

  • Visto Vestígios — Eduardo Marques — Brasil
     

  • CORPÓREA crise corpo climática — Lua Maria — Brasil
     

o cuir é o centro

  • Divina Maravilhosa — Larissa Luz; Gabriela Gomes — Brasília/DF, Brasil
     

  • Corpo que Dança — Luiz Leite — Cuiabá/MT, Brasil
     

  • CORPÓREA crise corpo climática — Lua Maria — Campo Grande/MS, Brasil
     

  • Visto Vestígios — Eduardo Marques — Campo Grande/MS, Brasil
     

 

terras e fronteiras dissidentes

  • Geleia de Morango — Ana Choueiri — Brasil
     

  • Ôta Boba — Edu O.; Aldren Lincoln — Brasil
     

  • EXU MULHER — Doroti Martz — Brasil
     

je suis toutes les femmes — Níke Krepischi — Brasil

​Sobre os Curadores:

Luísa Machala

Luísa Machala é artista-pesquisadora da Dança, professora de dança contemporânea e videomaker. É Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG, graduada em Licenciatura em Dança pela mesma universidade e em Estudos Gerais: Artes e Culturas comparadas pela Universidade de Lisboa, Portugal. Atualmente dedica sua pesquisa artística e acadêmica ao campo da videodança,  pesquisando as relações entre corpo, técnica e movimento em processos criativos. Já teve seus trabalhos exibidos em diversos festivais no mundo como o Dança em Foco (Brasil) e o Festival Internacional de Videodança da Borgonha (França).

Ralfer Campagna

Artista, produtor e pesquisador na interseção entre a dança e o audiovisual. Graduado em Educação Física pela UFMS e especialista em Estudos Contemporâneos em Dança pela UFBA. Pós-graduando em Gestão Cultural: Cultura, Desenvolvimento e Mercado (Senac EAD). Atua nas artes desde 2009, em projetos nos eixos de pesquisa, produção, difusão, formação, mediação, memória, intercâmbio e gestão. Em 2017, idealizou o Plataforme-se, programa de produção em dança e videodança voltado à experimentação de modos de criação (www.plataformese.com.br). Em 2020, dirigiu a série de videodanças ‘Fronteiras’; em 2021, produziu a Mostra CTA — Corpos Transeuntes em Ação, com ações de formação e difusão em videodança. Produziu o longa ‘mmp — mínimo movimento possível’ (2022) e os curtas ‘Águas’ (2023) e ‘Corre’ (2025). Atuou no filme ‘Che Tiempo Guaré’ (2023) e, recentemente, assina direção, roteiro e montagem de ‘Fronteiras — O Documentário’, com lançamento previsto para 2026.

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